sábado, 27 de setembro de 2008

III Encontro Paranaense da Mulher Contabilista

Curitiba, 19 de Setembro de 2008.

III Encontro Paranaense da Mulher Contabilista - Programação da tarde.

Como gerenciar a carreira profissional Entre os principais fatores que fazem diferença na carreira profissional, contam muito mais o comportamento, a atitude, a maturidade, a maneira como se faz perguntas essenciais e se formula as respostas do que ter uma coleção de diplomas; importa, enfim, o gerenciamento da carreira.Adriana Ferrareto começou assim a sua palestra, na segunda parte do III Encontro Paranaense da Mulher Contabilista, na programação da tarde. Citou o caso de Vincent Van Gogh, o pintor holandês que cortou a própria orelha porque não foi correspondido no amor, não conseguia vender seus quadros, que hoje valem milhões. Não existem fórmulas de sucesso profissional, mas seja como for, é preciso “desenvolver autoconhecimento, descobrir as suas competências, questionar por que estou aqui, qual é a minha missão, parar para analisar aonde queremos ir. Se sei qual é a minha missão, vou alinhar valores”, ensina.Adriana atua como coach, utilizando o conceito de coaching integrado em suas reflexões, por justamente se preocupar com o autoconhecimento. É formada pelo Integrated Coaching Institute (ICI), pós-graduada em Desenvolvimento Gerencial pela FAE-PR e graduada em Propaganda e Marketing pela Universidade Nove de Julho de São Paulo. Atuou mais de 10 anos em laboratórios farmacêuticos, como Gerente Comercial e no desenvolvimento de competências individuais e de grupos, bem como na formação e no treinamento de equipes de vendas, e atualmente como palestrante e instrutora de treinamentos em empresas na área de Desenvolvimento Humano. Perguntas“Fazer perguntas a si mesmo é necessário, mas cuidado com as perguntas que você se faz. Só são válidas aquelas que mobilizam para a meta”. Segundo Adriana, “a primeira grande pergunta que devemos responder é: qual é a minha missão? Será que o caminho que estou seguindo é o certo ou estou caminhando ao sabor de modismos”. É preciso, pois, ter intenção e atenção, principalmente com relação às imagens, já que são as imagens que ficam retidas na mente, lembrando que é assim que o cérebro funciona. “A intenção é um filtro”, define, e explica: “Só percebemos o que é mais importante”. Se os projetos de uma pessoa não estão acontecendo é porque a intenção não está de acordo com a atenção. Para se auto-realizar, o primeiro passo é atender as necessidades básicas, a começar pelas fisiológicas, a segurança, associação, auto-estima, ar, assim por diante. Quem não tem uma necessidade básica satisfeita tem dificuldade de avançar na pirâmide das necessidades. Perfil e impactoAs empresas costumam levantar o perfil dos seus funcionários e avaliar qual o impacto desse perfil no ambiente de trabalho. Quem cuida da sua carreira se preocupa com o impacto do seu perfil nas pessoas, e ainda com a sua performance no trabalho, como e com o que alimenta a sua cabeça, a dimensão intelectual; se preocupa ainda com a sua vida espiritual, com o lazer, a condição física e social, a família, o lado emocional, os relacionamentos, com o equilíbrio financeiro. Resumindo, o gerenciamento da carreira profissional requer atenção o tempo todo da totalidade dos aspectos da vida, “construção de planos de ação alinhados com a missão, foco, objetivos bem claros; requer avaliação do impacto das escolhas e atitudes em todos os ambientes”, conclui.Marketing pessoal tem a ver como encaramos a vidaPor que algumas pessoas são mais decididas, vão à luta e vencem, e outras são tímidas, não agem nem reagem, sucumbem diante das adversidades? Na cabeça de todo ser humano há um círculo que começa com o pensar, se manifesta no sentir e se transforma em ação. “Se pensamos coisas boas, sentiremos coisas boas e faremos coisas boas”, argumenta Maurício de Souza. É a lógica. “Aprendemos, quando criança, que querer é poder, mas na realidade, querer é fazer, diz já o verso da canção ‘quem sabe faz a hora, não espera acontecer’”. O crescimento pessoal é um processo que tem a ver com o desejo, o querer, energia que há dentro de nós. Para poder é preciso saber e querer. Essas idéias foram lançadas ao auditório do III Encontro Paranaense da Mulher Contabilista, na última palestra da tarde. O tema: Marketing pessoal. Maurício de Souza, o palestrante, é consultor político e de comunicação social e atua também na criação de programas sociais, educacionais, empresariais, ministra cursos nas áreas técnicas e gerenciais; é analista transacional e hipnólogo, membro fundador da Sociedade de Hipnologia do Paraná.Revendo conceitos de psicologia e técnicas de motivação, Maurício observa que tudo isso que foi comentado tem a ver com o marketing pessoal, que significa, em síntese: ter foco, meta, objetivo na vida; ter estratégia, persistência, fazer de novo e sempre mas de modo diferente; ter relações consigo mesmo e com as pessoas; por fim, ter competência, capacidade de ação, fazer e mostrar. Eis os passos decisivos ao crescimento pessoal e da apresentação de uma boa imagem de si mesmo.Encerramento do encontroDepois das palestras, para descontrair, houve um show do humorista de Curitiba, Diogo Portugal, sorteio de brindes e revelação da cidade vencedora da eleição para sediar o IV Encontro Paranaense da Mulher Contabilista. Com resultado apertado, Londrina foi a vencedora. Concorriam também as cidades de Guarapuava e União da Vitória.

Fonte: www.crcpr.org.br

III Encontro Paranaense da Mulher Contabilista

Curitiba, 19 de Setembro de 2008.

III Encontro Paranaense da Mulher Contabilista – Programação da manhã.

Finanças mal administradas podem causar sérios desequilíbrios pessoais“O controle dos gastos pessoais é sim um problema organizacional, visto que o desequilíbrio financeiro é uma das principais fontes de preocupação, estresse, depressão, ansiedade, baixa auto-estima, alterações no humor, problemas de saúde, em geral psicossomáticos, além de afetar a saúde emocional, espiritual e até prejudicar o relacionamento familiar e profissional”, alertou Altemir Carlos Farinhas, na sua palestra Educação Financeira Pessoal, abrindo as atividades, pela manhã, do III Encontro Paranaense da Mulher Contabilista, dia 19 de setembro, no auditório do Mercure Grand Hotel Internacional Foz, em Foz do Iguaçu.O encontro foi aberto no dia anterior, às 20h30, com uma programação focada no debate do papel da mulher contabilista na sua vida profissional, social, política e empresarial; organizado pela Comissão da Mulher Contabilista do Conselho Regional de Contabilidade do Paraná, Instituto Paranaense da Mulher Contabilista - IPMCONT e uma comissão especial de Foz do Iguaçu, a cidade anfitriã, tem como lema “A mulher contabilista no atual contexto social”, compreendendo quatro palestras, show do humorista Diogo Portugal, e escolha da cidade que irá sediar a quarta edição, em 2010. Os representantes das candidatas - União da Vitória, Guarapuava e Londrina - fazem campanha durante o evento, distribuindo brindes e mostrando vídeos. A vencedora, por votação entre os participantes, será revelada no final do dia.Consumidores mal informadosO quadro social geral, segundo Farinhas, é formado por consumidores pouco informados diante das facilidades de créditos e do consumo imediato e impulsivo, configurando situações financeiras difíceis que colocam em risco a saúde das pessoas e deteriora a qualidade de suas vidas. “As pessoas compram aquilo de que não precisam para impressionar pessoas de quem nem ao menos gostam: 70% das compras são por impulso”, diz Altemir, acrescentando que 75% das compras são decididas pelas mulheres. A maior parte dos problemas financeiros é resultado de um descontrole das pessoas que, sem refletir sobre a diferença entre necessidade e desejo, são levadas ao consumo desordenado e gastam mais do que ganham. Muitos, quando endividados, tendem a buscar soluções que tendem a piorar a situação, recorrendo a empréstimos de agiotas, financeiras, cartões de crédito, etc. Mas com educação financeira pode-se mudar essa perspectiva. O equilíbrio financeiro é uma proposta de desenvolvimento de competências. Trabalha-se evidentemente para ganhar dinheiro, mas que é preciso administrar e investir. Equilíbrio financeiro e estabilidade econômica, a propósito, são os focos do livro “Cura! Há solução para sua vida financeira”. O palestrante-autor é administrador de empresas, pós-graduado em finanças, 22 anos na área, colunista do site BONDE do jornal Folha de Londrina.Executiva da Itaipu dá a receita do sucesso profissional da mulherEstilo de Gestão e o Diferencial Feminino foi o tema da palestra ministrada por Margaret Mussoi Groff. Mas antes de entrar no tema, Margaret falou um pouco sobre a Itaipu, empresa na qual atua desde 1987, além da área financeira, também como diretora Superintendente da Fundação Itaipu-BR de Previdência e Assistência Social.“Hoje, as mulheres já são donas de 52% dos negócios no Brasil”, disse a palestrante depois de traçar um panorama da evolução feminina na sociedade e no espaço profissional. “Passamos a ter confiança em nós mesmas”, justifica por que as mulheres cresceram, estudaram, tornaram-se competitivas. Segundo ela, as empresas hoje estão preferindo mulheres em altos cargos de direção, por suas qualidades, destacando entre elas a competência e a capacidade de gestão. Falando a partir da sua experiência e trajetória pessoal como mulher, que tem família, marido, filhos, mostrou que isso não foi impedimento para assumir responsabilidades profissionais: é executiva de sucesso e defende a necessidade de se manter o equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional. “É difícil conciliar as duas coisas, mas um ponto importante é fazer as coisas com gosto. A família é a parte mais forte, tem que ser valorizada, sem que se deixe de buscar a realização no trabalho”. Magaret incentivou as participantes do encontro a lutar pelo sucesso profissional, mas sem esquecer de aspectos vitais, como cuidar da saúde e da aparência, cultivar amizades, das relações sociais, coisas que, na verdade, segundo ela, representam a base e o ponto de equilíbrio para quem trabalha.Sobre a participação da mulher na política, “temos que parar de carregar o piano” e passar a disputar posições de mando, não somente nas empresas; na política também. “Podemos ajudar muito com nossa capacidade de gestão”, finalizou.

Fonte: www.crcpr.org.br

Encontro debaterá o papel da mulher na sociedade.

Curitiba, 19 de Setembro de 2008.
Encontro debaterá o papel da mulher na sociedade.
Mais de 400 pessoas participam da abertura, em Foz do IguaçuMais de 400 pessoas, na sua imensa maioria mulheres contabilistas, participaram da solenidade festiva de abertura do III Encontro Paranaense da Mulher Contabilista, dia 18 de setembro, às 20h30, no auditório principal do Grand Hotel Internacional Foz, em Foz do Iguaçu. Inspirado no Programa Nacional da Mulher Contabilista, criado pelo Conselho Federal de Contabilidade, o encontro, organizado pela Comissão da Mulher Contabilista do Conselho Regional de Contabilidade do Paraná, Instituto Paranaense da Mulher Contabilista - IPMCONT e uma comissão especial de Foz do Iguaçu, a cidade anfitriã, tem o principal objetivo de debater o papel da mulher contabilista na vida profissional, social, política e empresarial.A mulher vem enfrentando grandes mudanças, nos últimos tempos, em todo o mundo, assumindo novos papéis e novas responsabilidades na sociedade. Não é diferente com a mulher que atua no meio contábil, a começar pelo número crescente que vem ocupando vagas cursos de Ciências Contábeis, nos escritórios e departamentos contábeis e financeiros de empresas e órgãos públicos. As contabilistas são 147 mil para um universo de cerca de 400 mil profissionais no país e 8 mil para um universo de cerca de 27 mil profissionais no estado do Paraná.Autoridades presentesFizeram parte da mesa de honra o presidente do CRCPR, Paulo Caetano; presidente da Federação dos Contabilistas do Paraná, Divanzir Chiminacio; presidente da Fenacon, Valdir Pietrobon; presidente da Academia de Ciências Contábeis do Paraná, Luiz Fernando Torres Cardozo; Ney Patrício da Costa, presidente do Sindicato dos Contabilistas de Foz do Iguaçu; Júlio Maito Filho, presidente da Junta Comercial do Paraná; Dolores Biasi Locatelli, Conselheira do CRCPR e Coordenadora da Comissão da Mulher Contabilista do Paraná; Nita Busanello, Coordenadora da Comissão Organizadora do III Encontro Paranaense da Mulher Contabilista; e representando o prefeito de Foz do Iguaçu, a secretária municipal da Fazenda, Elenice Numberg. Em seu discurso, o presidente do CRCPR, Paulo Caetano, a exemplo do presidente Lula, no Congresso Brasileiro, em Gramado-RS, destacou que a maior entidade de representação da classe contábil brasileira, o Conselho Federal de Contabilidade, “pela primeira vez, em mais de seis décadas de existência, é hoje presidido por uma mulher”, Maria Clara Cavalcante Bugarim. Elogiando-a, sublinhou que o congresso foi um marco pela organização e grandiosidade, quantitativa e qualitativa: “nunca um evento da classe reuniu tanta gente para debater temas tão vitais e muito menos pôde contar com a participação de um presidente da República”. Caetano apontou, entre as conquistas, para a classe a possibilidade de transferir as organizações contábeis do anexo V para o III, da Lei Complementar 123; o apoio ao projeto que reformula o arcaico Decreto-lei 9.295; a regulamentação da Lei 11.638/07, que trata da convergência do padrão contábil brasileiro às Normas Internacionais de Contabilidade.Desafio“Embora em cada edição estejamos acumulando experiência, cada encontro é um desafio à parte, que vai da seleção do tema à definição das palestras, escolha do local, contratação de palestrantes”, disse Coordenadora da Comissão da Mulher Contabilista do Paraná, Dolores Locatelli , agradecendo a todos que colaboraram de alguma forma para a realização do encontro. Já o presidente da Fecopar, Divanzir Chiminacio, afirmou que “a ocupação de espaços pelas mulheres - graças a Deus – contribui para purificar as sociedades de preconceitos, tabus e discriminações”.Depois dos discursos, houve apresentação das cidades que concorrem à condição de sediar o IV encontro: União da Vitória, Guarapuava e Londrina; e finalmente, show e coquetel de encerramento.
Programação:
19 de setembro (sexta-feira)08:30 - Abertura das atividades08:45 - Palestra: Educação Financeira PessoalPalestrante: Altemir Farinhas10:15 - Intervalo / dinâmica de grupo10:30 - Palestra: Estilo de Gestão e o Diferencial FemininoPalestrante: Margaret Mussoi Groff11:40 - Apresentação de patrocinadores com sorteio de brindes12:00 - Almoço14:00 - Apresentação de patrocinadores com sorteio de brindes14:30 - Palestra: Aprenda a Gerenciar a sua CarreiraPalestrante: Adriana Ferrareto15:30 - Cofee-break16:00 - Palestra: Marketing PessoalPalestrante: Maurício de Souza17:30 - Show com o humorista Diogo Portugal18:30 - Solenidade de encerramentoSorteio de brindes Anúncio da cidade-sede do IV Encontro Paranaense da Mulher Contabilista em 2010

Fonte: www.crcpr.org.br

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Objeto da Contabilidade Pública

O objeto da Contabilidade Pública é o Patrimônio Público, notadamente os recursos públicos. No Brasil, a Contabilidade Pública advém diretamente da norma legal. O principal dispositivo que regula a temática é a Lei 4.320/64, muito embora, grande parte da norma faça referência à temática orçamentária e financeira, e não patrimonial ou contábil propriamente dita.
Em decorrência da estrita ligação com o processo de gestão dos recursos públicos, esta área da ciência ganhou destaque e visibilidade com a vigência da Lei de Responsabilidade Fiscal, haja vista implicações de natureza políticas e administrativas pelo descumprimento dos prazos e limitações da LRF.
Numa ordem crescente pode-se concluir que o primeiro objeto da contabilidade pública é o patrimônio, constituído este por bens, direitos e obrigações vinculados a uma entidade. No entanto, nesse conceito de patrimônio a ser controlado devem ser considerados somente os bens que atendam à característica de específico e não generalizado, de propriedade dessas entidades.
Assim dentre os bens que compõem o patrimônio, os bens de uso comum do povo não são considerados no universo contábil do patrimônio público. Vale dizer que bens de uso comum do povo é um conceito do Código Civil Brasileiro, que para melhor entendimento transcreve-se abaixo:
Art. 99. São bens públicos:
I – Os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças;
II – Os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias;
III – Os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades.
Todavia, comporta destacar que os bens de uso comum do povo, como, por exemplo, os mares, rios, estradas, ruas, praças e logradouros, não são objetos de registro contábil, ou seja, não são estão registrados no patrimônio da entidade pública.
O segundo objeto da contabilidade pública é o orçamento e sua execução, o orçamento aqui entendido como a peça que dá autorização para arrecadar receitas e também para realizar despesas.
O terceiro objeto da contabilidade pública são os atos potenciais, que são atos administrativos que no momento de seu registro não alteram o patrimônio, porém, futuramente poderão vir a afetá-lo, por exemplo: convênios, contratos, avais, fianças, cauções em título, etc.